Sim, a mídia tem poder.

Um olhar crítico e feminino sobre a mídia.

Basta andar um pouco pelas ruas de grande parte das cidades brasileiras para concluir que o Brasil é o país das loiras, peitudas e bombadas.

Você não precisa mais olhar para muitas mulheres na rua. Basta olhar para uma. As outras são iguais. Isso demonstra o enorme poder que a mídia tem de convencer as pessoas, de traçar modelos de beleza, comportamento e ideais, sejam eles políticos, estéticos ou familiares.

A TV ainda é a principal formadora de comportamento e opinião no Brasil, embora os smartphones estejam mudando este cenário.

Se olharmos os programas de TV de mais audiência (como as novelas, programas de auditório, futebol, telejornais, entre outros) veremos que formas e categorias masculinas e femininas são promovidas pela TV. Mulheres seminuas e sensuais que dançam nos programas de auditório (desde o Chacrinha) e são usadas em muitos anúncios (como os de cerveja), promovendo uma sexualização dos corpos femininos, convivem com anúncios e novelas que mostram o tipo feminino da mãe moderna que trabalha fora. Se observamos como os anúncios de produtos de limpeza, eletrodomésticos, alimentos semiprontos são dirigidos às mulheres, vemos que se reforça um ideal de mulher que tem que dar conta de toda a família, e nunca se questiona a divisão sexual do trabalho doméstico.

Não é à toa, portanto, que o ideal de feminilidade no Brasil é a supermulher: que trabalha fora, mas dá conta da casa (limpa, cozinha, passa a roupa), cuida dos filhos, trabalha fora, e ainda por cima tem que ser linda, sexy e sensual para o seu marido! Tipo ideal inatingível que sobrecarrega as mulheres que trabalham (fora ou dentro de casa) com todas as tarefas da casa e dos filhos, e ainda demanda que ela seja linda, magra, elegante e sensual. Esse é um tipo promovido pela mídia, muito repetitivo há algumas décadas e que se tornou um ideal cultural, um padrão de feminidade. Aqui sim, vê-se o poder que a mídia tem.

Ainda que sejamos bombardeados com essa mesmice, é possível refletir, e questionar esses modelos. É possível não levar tão a sério o padrão de beleza – magro, jovem, brancos de cabelos lisos – e ter um olhar crítico sobre a mídia.

Data: 18.09.2017
Categoria: Ideias


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